Fotografia de Emanuel Carreiro
A minha sede pela procura constante
dentro desta minha inconstância de vontade,
na qual procuro o sentido das coisas...
do que me rodeia, do que me faz ser.
Ando há procura de algo...
algo que nem sei se existe. Talvez!
Procuro o concreto no abstracto;
o escuro na luz; a alegria na tristeza;
o pranto no riso; o amor no ódio,
ou o ódio no amor.
Procuro a razão que uma palavra
tem e pode ter entre duas pessoas;
procuro explicações onde não há sentidos...
Procuro-me a mim!...
Por vezes, onde sei que não me encontro,
onde ninguém me viu, ou vêem, ou verão.
Procuro o Outro em mim...
sabendo que em mim nada reside,
ou procuro-me no Outro...
sabendo que nele não estou!
Emanuel Carreiro